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quarta-feira, 10 de abril de 2013

"Sentir é criar. Sentir é pensar sem idéias, e por isso sentir é compreender, visto que o universo não tem ideias."
(Fernando Pessoa)

Já reparou que quando pensamos desejosa e deliberadamente, não descobrimos quase nada ?
E quando entramos no silêncio das idéias, damos de cara com a verdade ? E não raro, somos arrebatados por uma bela criatividade. 
Insights que parecem relâmpagos no céu, que avisam a tormenta que está por vir.
O pensamento ordenado nos ensina, mas o aleatório, perdido, sem filtro de emoções, nos leva a um quase colapso mental.
Ficamos desorganizados e confusos.


 Os filósofos certamente colocarão senões nessa pontuação.
Nem todos os pensamentos devem ou podem ser ouvidos, mesmo porque, por em ação o que pensamos nem sempre dá certo ; tanto pela dificuldade de aplicar, como pelo bom senso de não fazê-lo em algumas situações.
Confortavelmente, é mais fácil não pensar em nada, pois nos clarões de quem tem consciência, eventualmente tem-se a obrigação de tomar atitudes exigentes.
Inclusive, não ouvimos nem mesmo o universo ou a natureza, senão teríamos feito tudo diferente, desde o princípio.
Pensar tem um ponto de partida, mas não um de chegada.É remar sem rumo, é ficar à deriva, até que apareça um pedaço de terra firme:a conclusão, o saber.




      (O Pensador original -na porta do inferno-museu de Arte Decorativa em Paris)


O Pensador é uma escultura de bronze de Auguste Rodin (Le Penseur).
Retrata um homem em meditação soberba ,numa luta interna fortíssima.
Originalmente chamada de O Poeta,a peça está no portal do Museu de Arte Decorativa em Paris,em exposição monumental,com base na Divina Comédia de Dante Alighieri.
As outras estátuas re´resentam personagens de tal poema épico. 
O Pensador originalmente procurava retratar Dante em frente dos Portões do Inferno, ponderando seu grande poema. A escultura está nua porque Rodin queria uma figura heroica à la Michelangelo ,para representar o pensamento assim como a poesia.

 Pensar nos guia a tomar decisões, ajuda a sermos mais seguros, melhora a comunicabilidade coletiva, dentre outras funções benéficas e necessárias do ser cognitivo.
Todavia, na "ciclicidade" do pensar, ou nadamos em águas perigosas, sendo levados pelo vento a encontrar tempestades,  ou chegamos na paz e no equilíbrio da  compreensão sobre si mesmo.Não só individualmente, e sim , também como peça de um grande contexto onde tudo está implícito, não dissociado...e assim, a lógica à nossa vista.



 Bem, se existo porque penso, não tem como não delinear as inquietações que nos mantém vivos e caminhantes.
Penso, existo e não desisto..graças à DEUS e à minha relutância.

(TEFG) 

 *mais sobre a escultura Le Penseur :

O Pensador
Ele é a representação de um homem de seus quarenta anos, idade de Rodin quando criou a forma original; sentado, cabeça baixa, apoiada na mão direita, a imagem - tal como a Monalisa ou o David de Michelangelo - está no patrimônio de referência artística da Humanidade. Qual o mistério do fascínio que esta obra vem exercendo sobre todos?
O Pensador monumental - como é conhecido - teve origem em uma das figuras criadas por Rodin para a Porta do Inferno, encomenda feita ao escultor em 1880: um magnífico umbral decorativo que deveria ficar num futuro Museu das Artes Decorativas de Paris. Rodin embarcou por duas décadas no trabalho, numa gestação interminável - centrado no Inferno de Dante, repleto de desespero e drama. Coroando a porta, uma figura humana de 72 centímetros de altura: o Pensador original.
A figura - em dimensões reduzidas - foi exposta pela primeira vez em 1888, em Copenhague, com o título de O Poeta; no ano seguinte, ganhou novo nome: já era O Poeta Pensador, na mostra Monet-Rodin, em Paris. Dali por diante torna-se apenas O Pensador e passou a despertar invariavelmente o interesse de público e crítica. Em 1902, Rodin decidiu ampliar a peça para um tamanho monumental, marcando uma mudança no estilo de trabalho do escultor - seu último trabalho em tamanho natural foi Os burgueses de Calais.
Utilizando-se de uma técnica nova que amplia as formas originais, criada por Henri Lebossé - uma aparelhagem de hastes articuladas - Rodin amplia o Pensador para mais do dobro do tamanho original. A figura sentada passa a ter 1m83; com o pedestal, de 1m63, atinge quase quatro metros de altura.
A Primeira Apresentação
A grande estátua, na forma em gesso, chega aos olhos do público pela primeira vez há cem anos - primeiro em Londres, em gesso, e depois na versão final, em bronze, ocupando o lugar de honra na Exposição da Sociedade Nacional de Belas Artes, em Paris, sob o domo central do Grand Palais. Foi o primeiro trabalho de Rodin exposto em praça pública. Causou nesta época uma polêmica entre os defensores do academicismo, que o consideraram "vulgar". A Prefeitura de Paris fez então uma subscrição pública para que a obra se tornasse propriedade da cidade - e ela foi instalada em abril de 1906 junto ao monumento A Todas As Glórias Da França, com discurso de Victor Hugo na inauguração; lá permaneceu até 1922, quando foi transferido para o Museu Rodin.

Os 25 Pensadores Monumentais e a Fundição
Um ano antes de morrer, em 1916, Rodin legou ao Estado o conjunto de sua obra e os direitos de reprodução - em disposições que não incluem nenhuma cláusula, limite ou condição, ou sequer uma recomendação. Durante a vida, aliás, Rodin permitiu reproduções sem controle de diversas obras ¿ como a espetacular O Beijo, por exemplo (algumas outras tiveram exclusividade exigida por compradores e o gesso original destruído).

Ao final da Segunda Guerra o Museu Rodin (depositário das obras do escultor desde 1908 e aberto ao público em 1919) interferiu decisivamente nesse processo e o regularizou. As esculturas de bronze se pautam hoje pelo decreto de 1981 que distingue edições originais de tiragens posteriores. E embora a obra de Rodin tenha caído em domínio público em 1982, o Museu se reserva o direito de avalizar a obra, sendo um caso especialíssimo o do Pensador Monumental.
Os 25 exemplares do pensador existentes no mundo - única tiragem final - foram feitos a partir do modelo de gesso de goma laqueado de Eugène Rudier, fundidor de Rodin a partir de 1902 e fundidor exclusivo do Museu Rodin até sua morte, em 1952. Sua localização no mundo está na lista a seguir.
Localização de O Pensador
França

1. Paris - Museu Rodin - Cópia exibida em frente ao Panthéon de 1906 a 1922 - Fundição A. Rudier
2. Meudon - Túmulo de Rodin e de sua esposa, Rose Beuret - Fundição A . Rudier
BÉLGICA 3. Laeken - Palácio Real - Fundição A. Rudier
Dinamarca

4. Copenhague - Ny Carlsberg ¿ Glyptotck - Fundição A. Rudier Alemanha
5. Bielefeld - Kunsthalle - Fundição G. Rudier Rússia
6. Moscou - Pushkin Museum of Fine Arts - Fundição A. Rudier Suécia
7. Estocolmo - Prins Eugens - Waldermarsudde - Fundição Hébrard Estados Unidos
8. Baltimore - Museu de Arte de Baltimore - Fundição A. Rudier 9. Cleveland - Museu de Arte de Cleveland - Fundição A. Rudier 10. Detroit - Instituto de Arte de Detroit - Fundição A. Rudier 11. Louisville - Universidade de Louisville - Fundição Hébrard 12. Nova York - Universidade de Columbia - Fundição A. Rudier 13. Nova York - Centro de Escultura B. Gerald Cantor - Fundição G. Rudier 14. Pasadena - Museu Norton Simon - Fundição G. Rudier 15. Filadélfia - Museu Rodin da Filadélfia - Fundição A .Rudier 16. São Francisco - Palácio da Legião de Honra da Califórnia - Fundição A. Rudier Argentina
17. Buenos Aires - Plaza Del Congresso - Fundição A . Rudier Japão
18. Kioto - Museu Nacional - Fundição A. Rudier 19. Nagóia - Museu da Cidade -Fundição G. Rudier 20. Shizuoka - Museu Regional- Fundição G. Rudier 21. Tóquio - Museu Nacional de Arte Ocidental - Fundição A. Rudier 







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